
No filme de Louis Malle, um homem angustiado e perdido deixava um hospital, onde fazia um tratamento contra o alcoolismo, e percorria bares de Paris à procura de velhos amigos, em uma busca de si mesmo na reconstituição do passado.
Lembrei-me imediatamente do filme ao pensar em postar sobre o encontro de 30 anos de formados de minha turma da Medicina, comemorado neste final de semana em Tiradentes, e ao qual não poderei comparecer.
Na verdade, meus colegas estarão relembrando mais de 30 anos de convivência, dos quais os mais emocionantes terão sido sem dúvida os 6 anos do curso médico. Os anos de formação são fundamentais para os adultos e profissionais que somos, e a minha turma da Medicina, especialmente minha ˜Turma de 10", teve e tem um papel fundamental na minha vida.
A tarefa de reviver mais de 30 anos em um final de semana é sem dúvida pouco exequível. Mas com certeza bastarão pequenos flashes trazidos pela frase "lembra quando"...Já posso ouvir as risadas que se seguirão. E é isso que desejo aos meus colegas: as melhores lembranças de alguns dos melhores anos que vivemos, e que sejam capazes de trazer à tona o melhor de nós, na figura daqueles jovens que queriam tanto aprender, que queriam abraçar esta missão tão nobre e difícil e ainda ser os melhores médicos que pudessem ser. A eles, a quem fomos, nosso brinde e nosso muito obrigado.
Como no filme de Malle, são os outros que nos ajudam a nos lembrarmos de nós mesmos.
Como no filme de Malle, são os outros que nos ajudam a nos lembrarmos de nós mesmos.




