
No filme de Louis Malle, um homem angustiado e perdido deixava um hospital, onde fazia um tratamento contra o alcoolismo, e percorria bares de Paris à procura de velhos amigos, em uma busca de si mesmo na reconstituição do passado.
Lembrei-me imediatamente do filme ao pensar em postar sobre o encontro de 30 anos de formados de minha turma da Medicina, comemorado neste final de semana em Tiradentes, e ao qual não poderei comparecer.
Na verdade, meus colegas estarão relembrando mais de 30 anos de convivência, dos quais os mais emocionantes terão sido sem dúvida os 6 anos do curso médico. Os anos de formação são fundamentais para os adultos e profissionais que somos, e a minha turma da Medicina, especialmente minha ˜Turma de 10", teve e tem um papel fundamental na minha vida.
A tarefa de reviver mais de 30 anos em um final de semana é sem dúvida pouco exequível. Mas com certeza bastarão pequenos flashes trazidos pela frase "lembra quando"...Já posso ouvir as risadas que se seguirão. E é isso que desejo aos meus colegas: as melhores lembranças de alguns dos melhores anos que vivemos, e que sejam capazes de trazer à tona o melhor de nós, na figura daqueles jovens que queriam tanto aprender, que queriam abraçar esta missão tão nobre e difícil e ainda ser os melhores médicos que pudessem ser. A eles, a quem fomos, nosso brinde e nosso muito obrigado.
Como no filme de Malle, são os outros que nos ajudam a nos lembrarmos de nós mesmos.
Como no filme de Malle, são os outros que nos ajudam a nos lembrarmos de nós mesmos.
Luisane, desde que cheguei de Tiradentes penso em te escrever. Queria te contar das gargalhadas, das fofocas, das comidas, das musicas. Queria te dizer que lembramos de você, te contar que encontrei a Penha e que ela já está há 3 anos sem o câncer de ovário que a acometeu, que a Miriam veio de Israel pra participar e que virou uma chorona de marca maior.
ResponderExcluirQueria te dizer que a Sofia é uma menina linda que fechou o baile comigo sem reclamar que a mãe dançou e riu pra morrer, te contar que eu estive feliz como só no nosso baile de formatura.
Foi muito bom e sei que você também teria se divertido muito, mas que outros bailes virão e que espero que você possa comparecer.
Queria te dizer disso tudo,mas hoje fui atropelada por um artigo no " notícias naturais", um site que acompanho e vi uma matéria sobre uso de gengibre no tratamento de leucemia. Coisa boba, mas não custa tentar,né. Ultimamente tenho lido muito sobre medicina natural e achei que podia te interessar.
Beijo grande,
Querida Rogéria,
ResponderExcluirObrigada pelas palavras de encorajamento. Fico feliz em saber que voltaram 30 anos atrás e dançaram muito! Sabe que esta é uma das coisas mais prazerosas das quais sinto falta na "maturidade"? Meta daqui em diante: dançar mais.
Muito boas as notícias da turma, da Penha, da Miriam... Mulheres valorosas, a quem admiro, muito, todas vcs!
Um abração, Lu