Meu pai Oscar adorava faroestes e amava literatura. Clássica. Um dos seus livros favoritos era "Enterrem meu coração na curva do rio", com um índio americano na capa. Sempre achei que era um livro de mocinho e bandido à moda de Hollywood.
Anos depois descobri que o livro de Dee Brown narra o massacre das nações indígenas norte-americanas do ponto de vista dos índios e é considerado um dos pioneiros em Ecologia. E o título ? Eu acho maravilhoso (em inglês: Bury my Heart at Wounded Knee")
Desde o início do tratamento da Leuka já recebi quatro transfusões de sangue, provenientes de um serviço privado e recebi no Hospital a tradicional visita de uma captadora de doações. Um doce.
Como trabalho em uma empresa onde predominam pessoas jovens, saudáveis e generosas, motivei a realização de uma campanha interna de doação em prol de todos os pacientes que necessitem deste serviço. Não desejava apenas repor as bolsas/bençãos recebidas. Dra. Eliane Lustosa abençoou o projeto.
Hoje recebi a informação de que 5 colegas já doaram e há mais a caminho. Enviei para a Gabriela do nosso Setor de Relacionamento uma mensagem a ser enviada a cada um dos doadores:
"Querida/o _______,
Minha Hemoglobina baixou para 8,9 e eu estava muito fraca.
Nunca esquecerei a primeira transfusão que recebi.
Literalmente, a vida vai pingando devagarzinho, gota a gota.
Eu recebi minhas quatro transfusões agradecendo e orando para os meus doadores.
Mas não gostaria que as doações fossem apenas por mim e para mim.
Muitos também precisam.
Até que eu possa te abraçar pessoalmente, minha gratidão em nome de todos nós."
Pretendo também entregar a cada um pessoalmente uma cópia do livro do Dee Brown. Acho linda a analogia das nossas veias com os rios da Terra.
PS: E tem o filme...


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“Muitos dos nossos jovens foram educados por vossos professores nos colégios das províncias setentrionais e aprenderam as vossas ciências. Mas, quando eles regressaram para nós, já não eram ligeiros na corrida, esqueceram a maneira de viver a vida da floresta e tornaram-se incapazes de suportar o frio e a fome. Não sabiam construir uma cabana, colher um fruto, caçar um animal, matar um inimigo e falavam a nossa língua muito mal. Eles eram, portanto, absolutamente inúteis: não serviam como guerreiros, como caçadores, nem como conselheiros. Ficamos extremamente agradecidos pela vossa oferta e, embora não possamos aceitá-la, para mostrar a nossa gratidão, oferecemos aos nobres senhores da Virgínia que nos enviem alguns dos seus jovens, que lhes ensinaremos tudo o que sabemos e faremos, deles, homens”.
(Vanderwert, carta em que os índios norte-americanos das Seis Nações agradecem, mas rejeitam as vagas oferecidas no Colégio de Williamsburgo pelo Governo da Virginia em 1774)
Nada a acrescentar.
ResponderExcluirLulu, você é mesmo brilhante! Te amo.
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