The winter is almost gone

"A questão da vida e da morte é a mais importante de todas e o tempo passa rapidamente.
Não desperdice sua vida em vão. " Mestre Dogen - Sec. XIII

sábado, 15 de agosto de 2015

Enterrem meu Coração na Curva do Rio




Meu pai Oscar adorava faroestes e amava literatura. Clássica. Um dos seus livros favoritos era "Enterrem  meu coração na curva do rio", com um índio americano na capa. Sempre achei que era um livro de mocinho e bandido à moda de Hollywood.

Anos depois descobri que o livro de Dee Brown narra o massacre das nações indígenas norte-americanas do ponto de vista dos índios e é considerado um dos pioneiros em Ecologia. E o título ? Eu acho maravilhoso (em inglês: Bury my Heart at Wounded Knee")

Desde o início do tratamento da Leuka já recebi quatro transfusões de sangue, provenientes de um serviço privado e recebi no Hospital a tradicional visita de uma captadora de doações. Um doce.

Como trabalho em uma empresa onde predominam pessoas jovens, saudáveis e generosas, motivei a realização de uma campanha interna de doação em prol de todos os pacientes que necessitem deste serviço. Não desejava apenas repor as bolsas/bençãos recebidas. Dra. Eliane Lustosa abençoou o projeto.

Hoje recebi  a informação de que 5 colegas já doaram e há mais a caminho. Enviei para a Gabriela do  nosso Setor de Relacionamento uma mensagem a ser enviada a cada um dos doadores: 

"Querida/o _______,

Minha Hemoglobina baixou para 8,9 e eu estava muito fraca.
Nunca esquecerei a primeira transfusão que recebi.
Literalmente, a vida vai pingando devagarzinho, gota a gota.
Eu recebi minhas quatro transfusões agradecendo e orando para os meus doadores.
Mas não gostaria que as doações fossem apenas por mim e para mim.
Muitos também precisam.

Até que eu possa te abraçar pessoalmente, minha gratidão em nome de todos nós."

Pretendo também entregar a cada um pessoalmente uma cópia do livro do Dee Brown. Acho linda a analogia das nossas veias com os rios da Terra.


PS: E tem o filme...

3 comentários:






  1. “Muitos dos nossos jovens foram educados por vossos professores nos colégios das províncias setentrionais e aprenderam as vossas ciências. Mas, quando eles regressaram para nós, já não eram ligeiros na corrida, esqueceram a maneira de viver a vida da floresta e tornaram-se incapazes de suportar o frio e a fome. Não sabiam construir uma cabana, colher um fruto, caçar um animal, matar um inimigo e falavam a nossa língua muito mal. Eles eram, portanto, absolutamente inúteis: não serviam como guerreiros, como caçadores, nem como conselheiros. Ficamos extremamente agradecidos pela vossa oferta e, embora não possamos aceitá-la, para mostrar a nossa gratidão, oferecemos aos nobres senhores da Virgínia que nos enviem alguns dos seus jovens, que lhes ensinaremos tudo o que sabemos e faremos, deles, homens”.

    (Vanderwert, carta em que os índios norte-americanos das Seis Nações agradecem, mas rejeitam as vagas oferecidas no Colégio de Williamsburgo pelo Governo da Virginia em 1774)

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  2. Lulu, você é mesmo brilhante! Te amo.

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